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Mendigando pátria


Mendigando pátria

Treme os ossos em noites caladas. Sou fruto da mesma terra, filho da mesma nação. Mas sofro aqui calado em meio ao sereno que cai sobre minha cabeça. Amanhã terá Sol, mas não sei se verei. Treme também minha barriga e minhas lombrigas, vermes e doenças causados por um sistema podre, precário...
Amanhã acordarás chateado, reclamando de tudo e de todos. Reclamarás de acordar cedo, do seu café da manhã, do seu trabalho, dos seus colegas, do seu patrão. Reclamará também de seu país. Mas não lembrarás que és um filho sem pátria, que diz honrar as cores da bandeira mas não levanta um dedo para ajudar seu irmão. Um completo estúpido! Um engravatado de olfato nobre, de paladar refinado e de caráter duvidoso. Não reclamarás das horas no salão de beleza, do seu carro novo na garagem e nem da sua casa... Não lembrarás das horas perdidas em frente a televisão engolindo bobagens. Nem do brinquedo novo que comprou para o seu filho. Muito menos dos seus milhares de celulares, notebooks e afins que compras apenas por estarem desatualizados. Não lembrarás de reclamar da viagem a Europa e as saídas todos os dias depois do trabalho para tomar uma cervejinha...
Somos filhos do mesmo chão, somos iguais, mas não. Somos todos brasileiros lutando por um país melhor. Somos filhos de uma nação do futuro, que do futuro estamos sempre a esperar. Somos babacas frutos da ganância. Intolerantes com os fracos e passivos com os que nos enforcam com nós de gravatas. Somos escravos de nós mesmos. Pois apenas nós, temos as chaves do calabouço...

Entre Cabelos e Barba

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