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Fresno


Fresno


Vamos brincando nesse compasso de ritmos variados. Hora pulsa com extrema velocidade, outrora silencia. Vai na velocidade de um ônibus espacial. Vai à estratosfera e volta, e volta... Altos e baixos. Balanço sem impulsão, tiro de canhão. Flecha no alvo; às vezes errado. 
Foram horas imaginando. Foram dias elaborando o que fazer, o que falar. Nada sai do jeito que você quer. Nada sai do jeito combinado. Viva a lei do improviso. Viva improvisando sem expectativas, sem pensar tanto. A surpresa faz parte, é doce aperitivo de tudo aquilo que pode vir; e virá!

Você dança sozinho no quarto imaginando uma plateia. Ela te aplaude e vibra com seus feitos. Seu mundo é uma mentira. Sua casa já desabou. Então você junta os cacos no chão fingindo levantar um muro de boas novas. Admita, você perdeu...
“E o que nos faz quebrar a cara de novo e de novo?” Mesmo sem voz, mesmo sem lágrimas, mesmo sem expectativas... A paz; então você corre para qualquer lugar. Qualquer lugar pode ser o seu lar. Pois sua casa, ecoa gritos de um passado presente. Gera uma força próximo a você como um escudo. É um repelente de sentimentos, ideias e sonhos. Expele tudo que possa de alguma forma te atingir.
O mundo real acabou. Você observa de longe, com a voz emudecida por brisas vazias. E arruma suas próprias justificativas para não alçar voos aos céus. Até que um dia o ar acaba dentro de sua cúpula. E o mundo real pede para você voltar e ficar.
Vão dizer que você não é mais o mesmo, que você mudou. Vão dizer que está tudo perdido, que o tempo passou, que a vida aqui fora não é para qualquer um. Mas você vê um mundo rodeado de medíocres, de fala fácil, de jeito bobo, querendo rotular tudo e a todos.
Podem dizer que acabou. Mas nem bem começou. Tentaram te vencer, tentaram te prender, em vão! A gente pode crescer mesmo perdendo a batalha. E podemos voar mesmo sem asas. Aqui fora é o nosso lugar. Sentindo a brisa, e o tempo passar. Mesmo com feridas, cicatrizes, tombos e tudo mais. Desistir, não faz parte de nós...

Entre Cabelos e Barba

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2 comentários:

Anônimo disse...

Me apaixonei por esse texto!

Joelson Madeira disse...

=)