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Acordar

Acordar

O Sol parecia diferente depois de tantos dias de cinzas. Finalmente acordava feliz. Finalmente acordava... Parecia ter passado por um longo período de hibernação. Meus olhos já não reconheciam mais o ambiente e eu nem sabia onde estava. Era minha casa mesmo? -Perguntava-me- Sim, era minha casa e eu sabia disso. Mas o cheiro não era mais o mesmo. Não me sentia ali, e ali não estava mais em mim. A ultima recordação era o gosto de destilada na boca, e eu não entendia o porque. 
Onde vivi por tanto tempo? Onde estava que não senti o tempo e o espaço? Estava longe, estava fora de mim... 
Foi um período ruim, uma confusão sem tamanho. Achei que era e não era o que achei. O que fiz? Me escondi, fugi... Fui covarde eu sei, mas não aguentava tanta pressão. Queria esconder minhas lágrimas de frustração. As pessoas não precisavam saber o que passei. Ninguém precisava julgar meus atos, meus erros... Acordei.
Leio tantas coisas bonitas, mas não as sinto. Apenas vejo-as estampadas nos rostos como mascaras. Sinto corpos frios, sentimentos escondidos. Talvez sejam autodefesas. Talvez sejam ataques. Talvez sejamos assim, ou não. Mas depois de tudo, ficamos, somos, agimos...
As vezes estamos tão perto que não sentimos os anseios, fobias e gritos das almas. Tão perto, mas tão longe. Corações batem no mesmo compasso, mas os egos nos deixam surdos...

Entre Cabelos e Barba

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