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Nótt


Nótt

São nas noites de Domingo que todo o meu ódio se concentra. Parece que o mundo para de girar, e todos os pensamentos vem a tona ao mesmo tempo. É como se acontecesse uma erupção dentro de mim. E viesse devastando tudo. Meus sentimentos, minhas vontades, meu brilho. É como uma chama que arde sem parar. E queima, queima tudo em volta. Sobrando apenas cinzas e devastação.  Mas no dia seguinte precisamos recomeçar.
Volta e meia me vejo em meio ao vazio de meus pensamentos. Ao sombrio e congelante ar de nada. E quando você olha em volta, o nada teima em recorrer. A felicidade e a tristeza não fazem sentido. Pois o sentido nada tem. E de nada em nada, vamos vivendo.
Bom é sorrir para os problemas. Bom é sorrir para a solidão. Bom é sorrir para os fatos e os acasos que de trancos e barrancos, vão formando nossas histórias. Breves ou longas, ruins ou boas. Vão fazendo nossas vidas.
Longe me imaginei. Pois o aqui e o agora sufocam minha alma. Criei um mundo temporal. A frente de tempo e espaço. Um lugar especial. Vazio de pessoas desagradáveis. Problemas insolúveis. E de todo o mal, que acompanha a humanidade. E tudo foi apenas um sonho.
Prefiro a leveza das palavras que não são tão mastigadas pelo pudor da mente. Porque a pureza fica apenas para os bons samaritanos. Não os julgo, nem os culpo. Mas é uma pena não saberem do verdadeiro gosto do pecado da carne. O real sentido disso tudo. O sabor proposto. Se Adão e Eva perderam o paraíso experimentando do “fruto” proibido, algo de especial havia nele. Um sabor indescritível. Que valia e vale, porque não dizer, o paraíso. Tanto que nos lambuzamos até hoje.
Se escorres pelo corpo, de desejos e loucuras. Um sentimento que vai muito além da paixão. Um instinto animalesco. Que rompe barreiras. Consome a almas em busca da perfeição. Grita, berra, arranha, incendeia. Pois o fogo que arde, é o mesmo que mata a sede do desejo.  É um desejo quase que incessante.  O desejo pela sua boca. Pelo seu corpo. A vontade que me rasga por dentro. Vem me cortando de cima a baixo. Como um raio, deixa em pedaços, farelos, pó.
No anseio por nossos sonhos. Veio a vontade de fugir por um caminho alternativo. A insegurança que corroía nossas almas, falou mais forte. E quase como um sentimento mutuo. Fez de nós pólos de um mesmo magnetismo. E nos repelimos instintivamente. São nas noites de Domingo, que sentimos que não há mais volta.

Entre Cabelos e Barba

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