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Sapato novo


Sapato novo


Quando nasci ganhei um sapato.

Me disseram que eu levaria esse sapato para o resto da vida.
E ele se adaptaria as minhas necessidades.
Ou melhor, eu me adaptaria a ele.
O sapato me indicaria o caminho a seguir.
O rumo que a minha vida deveria tomar.

Quando eu nasci, ganhei um sapato.
Esse sapato era dado a todos os que nasciam.
Era um sapato moldado as formas do sapateiro.
E esse dizia como cada um deveria andar.
Pois seus moldes vieram de outras gerações.
E os moldes sempre deram certo.

Quando nasci ganhei um sapato.
Mas eu não queria usar aquele sapato.
Ele apertava no meu pé.
Na minha alma.
O caminho a seguir me parecia errado.
Ou sem tantas aventuras.
O caminho era reto e sem graça.
Mas o pior, todos seguiam o mesmo caminho.

Quando eu nasci, ganhei um sapato.
E um caminho traçado.
Uma viagem ao lado dos outros gados.
Mas eu não queria usar aquele sapato.
Eu não queria ser igual a todos.
Não queria seguir o mesmo rumo.
Não queria ser um gado.

Quando eu nasci, traçaram um caminho.
Me deram um sapato.
Ou seria um arreio? Uma rédea?
Quando nasci me deram um sapato.
Que mais parecia uma ferradura...

Entre Cabelos e Barba

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